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terça-feira, 1 de junho de 2010

Plataforma política para a agricultura brasileira

De: igor conde <igorpconde@yahoo.com.br>
Data: 1 de junho de 2010 00:49
Assunto: [agroflorestal] Plataforma política para a agricultura brasileira
Para: GaeUfrrj Yahoogrupos <gaeufrrj@yahoogrupo s.com.br>

LATAFORMA POLÍTICA PARA A AGRICULTURA BRASILEIRA





As transformações do mundo nas últimas décadas fizeram com que o centro de acumulação do capital fosse para a esfera financeira e para as corporações transnacionais. Isso trouxe graves consequências e promoveu um enfrentamento crescente entre dois modelos de produção na agricultura. O modelo dos capitalistas é uma aliança entre grandes proprietários de terras, empresas transnacionais e sistema financeiro. As empresas fornecem insumos, compram os produtos, controlam o mercado e fixam preços dos produtos agrícolas.
Os grandes proprietários (cerca de apenas 40 mil, que possuem mais de mil hectares) entram com a terra, destruindo a biodiversidade e superexplorando os trabalhadores, para repartir a taxa de lucro da agricultura das empresas. Esse modelo foi autodenominado de agronegócio. Adota a monocultura, para ampliar a escala de produção, com o uso intensivo de venenos e maquinaria pesada. O agronegócio ainda aumenta a concentração da terra. O Censo de 2006 aponta que a concentração da terra é maior do que na década de 1920.
Propomos outro modelo de agricultura, que priorize a produção diversificada, máquinas agrícolas adequadas a pequenas unidades, agroindústrias cooperativadas e técnicas agroecológicas. Em vez de priorizar o lucro de grandes empresas e fazendeiros, temos que respeitar o equilíbrio do ambiente, produzir alimentos sadios, fortalecer o mercado interno, aproximando produtores e consumidores. Nossa proposta de Reforma Agrária Popular é a adoção desse modelo, e não apenas distribuir lotes para os sem-terra.
O que está em jogo é a organização da agricultura brasileira. Não se trata apenas de uma disputa da agricultura familiar e dos sem terras contra o latifúndio e o agronegócio. Esperamos que a sociedade compreenda as diferenças desses dois modelos agrícolas. Defendemos o desenvolvimento para a população que vive no meio rural, com preservação ambiental e produção de alimentos saudáveis. O agronegócio é incapaz de garantir isso.
É preciso, nesse período eleitoral, cobrar dos candidatos posições claras. Apresentamos abaixo a plataforma para a agricultura brasileira defendida pelos movimentos da Via Campesina.

PLATAFORMA POLÍTICA PARA A AGRICULTURA BRASILEIRA

Ao povo brasileiro e às organizações populares do campo e da cidade O atual modelo agrícola imposto ao Brasil pelas forças do capital e das grandes empresas é prejudicial aos interesses do povo. Ele transforma tudo em mercadoria: alimentos, bens da natureza (como água, terra, biodiversidade e sementes.) e se organiza com o único objetivo de aumentar o lucro das grandes empresas, das corporações transnacionais e dos bancos.
Nós precisamos urgentemente construir um novo modelo agrícola baseado na busca constante de uma sociedade mais justa e igualitária, que produza suas necessidades em equilíbrio com o meio ambiente. Por isso, fazemos algumas considerações e convidamos o povo brasileiro a refletir e decidir qual é o modelo de agricultura que quer para o nosso país.
I – A NATUREZA DO ATUAL MODELO AGRÍCOLA
O atual modelo agrícola, chamado de agronegócio, tem como principais características:
1.Organizar a produção agrícola sob controle dos grandes proprietários de terra e empresas transnacionais, que exploram os trabalhadores agrícolas e têm o domínio sobre: produção, comércio, insumos e sementes.
2.Priorizar a produção na forma de monocultivos extensivos, em grande escala, que afetam o ambiente e exige grandes quantidades venenos, que prejudicam a saúde e a qualidade dos alimentos. O Brasil consome mais de um bilhão de litros de veneno por ano, se transformando no maior consumidor mundial!
3.Organizar o monocultivo florestal, como o de eucalipto e pínus, que destroem o ambiente, a biodiversidade, estragam a terra, geram desemprego, destinando a produção para exportação, dando lucro para as transnacionais e nos deixando a degradação social e ambiental.
4.Incentivar a ampliação da área de monocultivo de cana-de-açúcar para produção de etanol, para exportação. Novamente, causando prejuízos ao ambiente, elevando o preço dos alimentos, a concentração da propriedade da terra e desnacionalizando o setor da produção do açúcar e álcool.
5.Difundir o uso das sementes transgênicas, que destroem a biodiversidade e eliminam todas as nossas sementes nativas. As sementes transgênicas não conseguem conviver com outras variedades e contaminam as demais, resultando, a médio prazo, a existência de apenas sementes controladas por empresas transnacionais. Com o controle das sementes, essas empresas cobram royalties, vendem agrotóxicos de suas próprias indústrias e pressionam governos a adotarem políticas dos seus interesses.
6.Incentivar o desmatamento da floresta amazônica e a destruição dos babaçuais, através da expansão da pecuária, soja, eucalipto e cana, e para exportação de madeira e minérios. Somos contra a lei que autoriza a exploração privada das florestas públicas.
Diante da gravidade da situação, denunciamos à sociedade brasileira:
1.O modelo do agronegócio protege a exploração do trabalho escravo, do trabalho infantil e a superexploraçã o dos assalariados rurais, sem garantir os direitos trabalhistas e previdenciários e as mínimas condições de transporte e de vida nas fazendas. Por isso, a bancada ruralista nunca aceitou votar o projeto que penaliza fazendas com trabalho escravo, já aprovado no Senado.
2.O projeto de lei do senador Sergio Zambiasi (PTB-RS), que pretende diminuir a proibição de propriedades estrangeiras na faixa de fronteira de todo pais, regularizam as terras em situação de ilegalidade e crime de empresas estrangeiras na fronteira, como a Stora Enso e a seita Moon.
3.As obras de transposição do Rio São Francisco visa apenas beneficiar o agronegócio, o hidronegócio e a produção para exportação, e a expansão da cana, na região nordeste, e não atende as necessidades dos milhões de camponeses que vivem no Semi-Árido.
4.A crescente privatização da propriedade da água por empresas, sobretudo estrangeiras, como a Nestlé, Coca-cola e Suez, entre outras.
5.O atual modelo energético prioriza as grandes hidrelétricas, principalmente na Amazônia, e transforma a energia em mercadoria. Privatiza, destrói e polui o ambiente, aumenta cada vez mais as tarifas da energia elétrica ao povo brasileiro, privilegia os grandes consumidores eletrointensivos e entrega o controle da energia às grandes corporações multinacionais, colocando em risco a soberania nacional.
6.As tentativas de modificação no atual Código Florestal, proposto pela bancada ruralista a serviço do agronegócio, autoriza o desmatamento das áreas, buscando apenas o lucro fácil.
7.As articulações das empresas transnacionais, falsas entidades ambientalistas e alguns governos do hemisfério Norte querem transformar o meio ambiente em simples mercadoria. E introduzir títulos de créditos de carbono negociáveis nas bolsas de valores - inclusive para isentar as empresas poluidoras do Norte - e gerar oportunidades de lucro para empresas do Sul, enquanto as agressões ao meio ambiente seguem livremente pelo capital.
8.As políticas que privatizam o direito de pesca, desequilibram o meio ambiente nos rios e no mar e inviabilizam a pesca artesanal, da qual dependem milhões de brasileiros.
9.A lei recentemente aprovada que legaliza a grilagem, regularizando as áreas públicas invadidas na Amazônia até 1500 hectares por pessoa (antes era permitido legalizar apenas até 100 hectares). Somos contra o projeto de lei do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) que reduz a Reserva Florestal na Amazônia em cada propriedade de 80% para 50%.
II – PROPOMOS UM NOVO PROGRAMA PARA A AGRICULTURA BRASILEIRA
Um programa que seja baseado nas seguintes diretrizes:
1.Implementar um programa agrícola e hídrico, que priorize a soberania alimentar de nosso país, estimule a produção de alimentos sadios, a diversificação da agricultura, a Reforma Agrária, como ampla democratização da propriedade da terra, a distribuição de renda produzida na agricultura e fixação da população no meio rural brasileiro.
2.Impedir a concentração da propriedade privada da terra, das florestas e da água. Fazer uma ampla distribuição das maiores fazendas, instituindo um limite de tamanho máximo da propriedade de bens da natureza.
3.Assegurar que a agricultura brasileira seja controlada pelos brasileiros e que tenha como base a produção de alimentos sadios, a organização de agroindústrias na forma cooperativas em todos os municípios do país.

4.Incentivar a produção diversificada, na forma de policultura, priorizando a produção camponesa.
5.Adotar técnicas de produção que buscam o aumento da produtividade do trabalho e da terra, respeitando o ambiente e a agroecologia. Combater progressivamente o uso de agrotóxicos, que contaminam os alimentos e a natureza.
6.Adotar a produção de celulose em pequenas unidades, sem monocultivo extensivo, buscando atender as necessidades brasileiras, em escala de agroindústrias menores.
7.Defender a "política de desmatamento zero" na Amazônia e Cerrado, preservando a riqueza e usando os recursos naturais de forma adequada e em favor do povo que lá vive. Defender o direito coletivo da exploração dos babaçuais.
8.Preservar, difundir e multiplicar as sementes nativas e melhoradas, de acordo com nosso clima e biomas, para que todos os agricultores tenham acesso.
9.Penalizar rigorosamente todas as empresas e fazendeiros que desmatam e poluem o meio ambiente.
10.Implementar as medidas propostas pela Agência Nacional de Águas (Atlas do Nordeste), que prevê obras e investimentos em cada município do Semi-Árido, que com menor custo resolveria o problema de água de todos os camponeses e população residente na região.
11.Assegurar que a água, como um bem da natureza, seja um direito de todo cidadão. Não pode ser uma mercadoria e deve ser gerenciada como um bem público, acessível a todos e todas. Defendemos um programa de preservação de nossos aquíferos, como as nascentes das três principais bacias no cerrado, o aquífero guarani e a mais recente descoberta do aquífero alter do chão, na região amazônica.
12.Implementar um novo projeto energético popular para o país, baseado na soberania energética e garantir o controle da energia e de suas fontes a serviço do povo brasileiro. Assegurar que o planejamento, produção, distribuição da energia e de suas fontes estejam sob controle do povo brasileiro. Também, estimular todas as múltiplas formas de fontes de energia, com prioridade para as potencialidades locais e de uso popular. Exigir a imediata revisão das atuais tarifas de energia elétrica cobradas à população, garantindo o acesso a todos a preços compatíveis com a renda do povo brasileiro
13.Regularizar todas as terras quilombolas em todo país.
14.Proibir a aquisição de terras brasileiras por empresas transnacionais e "seus laranjas", acima do modulo familiar.
15.Demarcar imediatamente todas as áreas indígenas e promover a retirada de todos os fazendeiros invasores, em especial nas áreas dos guaranis no Mato Grosso do Sul.
16.Promover a defesa de políticas públicas para agricultura, por meio do Estado, que garantam:
a) Prioridade para a produção de alimentos para o mercado interno;
b) Preços rentáveis aos pequenos agricultores, garantindo a compra pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab);
c) Uma nova política de crédito rural, em especial para investimento nos pequenos e médios estabelecimentos agrícolas;
d) Uma política de pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) definida a partir das necessidades dos camponeses e da produção de alimentos sadios;
e) Adequar a legislação sanitária da produção agroindustrial às condições da agricultura camponesa e das pequenas agroindústrias, ampliando as possibilidades de produção de alimentos;
f) Políticas publicas para a agricultura direcionadas e adequadas às realidades regionais.

17.Garantir a manutenção do caráter público, universal, solidário e redistributivista da seguridade social no Brasil, como garantia a todos trabalhadores e trabalhadoras da agricultura. Garantir o orçamento para a Previdência Social e a ampliação dos direitos sociais a todos trabalhadores e trabalhadoras, como os que estão na informalidade e os trabalhadores domésticos.
18.Rever o atual modelo de transporte individual, e desenvolver um programa nacional de transporte coletivo, que priorize os sistemas ferroviário, metrô, hidrovias, que usam menos energia, são menos poluentes e mais acessíveis a toda população.
19.Assegurar a educação no campo, implementando um amplo programa de escolarização no no meio rural, adequados à realidade de cada região, que busque elevar o nível de consciência social dos camponeses, universalizar o acesso dos jovens a todos os níveis de escolarização e, em especial, ao ensino médio e superior. Desenvolver uma campanha massiva de alfabetização de todos adultos.
20.Mudar os acordos internacionais da Organização Mundial do Comércio (OMC), União Europeia-Mercosul, convenções e conferencias no âmbito das Nações Unidas, que defendem apenas os interesses do capital internacional, do livre comércio, em detrimento dos camponeses e dos interesses dos povos do sul.
21.Aprovar a lei que determina expropriação de toda fazenda com trabalho escravo. Impor pesadas multas às fazendas que não respeitam as leis trabalhistas e previdenciárias. Revogação da lei que possibilita contratação temporária de assalariados rurais, sem carteira assinada.
Por trabalho, alimento sadio, preservação ambiental, um novo modelo agrícola e soberania nacional!
Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal - ABEEF
Conselho Indigenista Missionário - CIMI
Comissão Pastoral da Terra - CPT
Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil - FEAB
Movimento dos Atingidos por Barragens - MAB
Movimento dos Pequenos Agricultores - MPA
Movimento das Mulheres Camponesas - MMC
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST
Pastoral da Juventude Rural - PJR
Movimento dos Pescadores e Pescadoras do Brasil

 
Igor Pereira Conde
E-MAIL/MESSENGER: igorpconde@yahoo. com.br
SKYPE: igorpcondeSITE: http://agroecologia rj.blogspot. com
Agroecologia e Liberdade por um novo mundo!



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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Manifesto moradores Redonda - Icapuí - CE

Repassando...

--- Em qui, 27/5/10, tulio muniz <tuliomuniz2000@yahoo.com.br> escreveu:

Caríssimos, atentendo a solicitaçao de amigas e amigos da praia da Redonda, Icapuí-CEencaminho o texto a seguir. Para informações atuais sobre o conflito ver matéria recente de O Povo, "Pescadores de Icapuí são vítimas de atentado em alto-mar", em
http://opovo.uol.com.br/cidades/985826.html, e artigo de 23-04-10  , in http://opovo.uol.com.br/opovo/opiniao/986633.html

Abçs. Tulio Muniz (maiores informações com a prof. Mari, da Redonda, maricss6@hotmail.com . Texto está em www.acidadeicapui.blogspot.com).

Lançado Manifesto da Comunidade de Redonda

Os moradores da praia de Redonda lançaram um Manifesto em resposta a colocações pouco verdadeiras das mídias sobre a luta da comunidade em defesa da pesca legal e sustentável da lagosta. abaixo o manifesto:

MANIFESTO DA COMUNIDADE DE REDONDA 
                                                      Foto ilustrativa: Emilio Konrath

Nós, moradores da comunidade de pescadores artesanais da praia de Redonda, mães e pais de família que lutamos arduamente pela sobrevivência na terra e no mar, diante da repercussão dos nossos conflitos nos meios de comunicação, vimos a necessidade e também o direito de expor nossa luta, aos que nos têm tratado como criminosos. O que defendemos, antes de qualquer coisa, é a nossa sobrevivência, pela omissão das autoridades. 

O fato é que estamos numa luta, e não é de hoje, usando diferentes estratégias, de modo pensado e organizado para defender a pesca legal da lagosta, contra a pesca predatória. Temos nos reunido, quase que diariamente, durante todo o paradeiro, com autoridades do município e de outras esfera do governo, principalmente o Ibama, mas pouco temos conseguido efetivamente. A área de pesca da Redonda é permanentemente invadida pelos barcos que pescam ilegalmente com compressores. Esses barcos são, principalmente, das praias vizinhas do próprio município de Icapuí.  

Lutamos pela pesca artesanal de manzuás, que é o único jeito sustentável de pescar lagosta. Denunciamos que os invasores também pescam no período do defeso, que as marambaias também são proibidas, ou não são? E, principalmente, protestamos contra o erro de chamar quem está defendendo o seu direito de uma pesca legal, para a sua própria sobrevivência, de criminoso, fazendo o invasor, o pescador ilegal, de vitima, enquanto as autoridades não tomam atitude certa. 

Também é  preciso que fique claro que por traz dos grandes lucros que os pescadores ilegais almejam na pesca predatória, está quem compra e exporta essa lagosta. Esses também não têm nenhuma consideração com a sobrevivência, nem da lagosta, nem do pescador artesanal legal.  

Eles acham, provavelmente com apoio dos exportadores, que tem todo direito de manter os seus costumes de conseguir grandes lucros, mesmo com equipamento ilegal, e não querem aceitar uma vida mais humilde e legal, como significa a pesca de manzuás hoje, quando o recurso está em vias de extinção. Essa, que os redondeiros estão praticando e defendendo.

Tememos que este ano a produção de lagosta seja ainda menor que em 2009 – que já foi muito ruim para nós. Será que vamos chegar a ver o que os pesquisadores já apontam: que a lagosta vai se acabar no nosso litoral? É contra essa previsão que lutamos como lutamos pela nossa vida e de nossos filhos e filhas.
 

A nossa luta aponta para a necessidade da criação de uma Reserva Extrativista – uma área marinha protegida do litoral leste do Ceará, a exemplo do que já conquistou Batoque e a Prainha do Canto Verde. A preservação dos recursos pesqueiros do nosso litoral é vital para a manutenção da vida das famílias de pescadores, em comunidades que ainda lutam por permanecer nos seus lugares de origem. Assim, elas resistem bravamente para não serem banidas de lá evitando aumentar as estatísticas de bolsões de pobreza nas cidades, marginalidade e violência. 

As lutas por direitos dizem respeito a cada um de nós e não devem ser banalizadas, principalmente pela mídia que tem o papel não só de informar, mas de formar cidadãos críticos e amantes da verdade. 

Comunidade de Redonda.                                                         23/05/2010



POR DIA 63.912 COMPUTADORES SÃO INFECTADOS POR VÍRUS. LEIA DICAS DE SEGURANÇA.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

A passagem subiu, não gostou? Vem pra rua. Calendario de Manifestações contra o aumento de passagem.

Calendario de Manifestações contra o aumento de passagem.

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Compareça nas manifestações atos Contra o Aumento da Passagem:

28/05 (Quinta Feira) As 9h na Secretaria Municipal de Educação, num ato dos professores da rede municipal e servidores do municipio(Av. Pontes Vieira, proximo a Assembleia Legislativa), a Frente estará presente demonstrando solidariedade a luta.
29/05 (Sexta Feira) as 17h no Terminal da Parangaba. (Concentração as 16h nos portões do Campus do Itaperi).

01/06 (Segunda Feira) as 16h no Cruzamento das Av. 13 de Maio com Av. da Universidade.


20 Centavos faz muita diferença sim!

A Frente de Luta Contra o Aumento da Passagem convida toda população de Fortaleza a demonstrar sua indignação contra a efetivação do aumento da passagem de 1,60 para 1,80. Embora a diferença pareça pequena, os vinte centavos farão uma diferença de 4 reais por semana para um estudante somente para ir e voltar da escola de segunda a sexta, e de 8 reais por semana para o trabalhador/desempregado, isso só para ir e voltar do trabalho de segunda a sexta. No fim do ano a diferença será de 48 reais para estudante e 75 reais para o trabalhador, isso só para ir e voltar de segunda a sexta.

O/A Fortalezense que já gastava 25% do orçamento familiar com transporte, com o aumento esse percentual aumentou ja que sobe a passagem e não sobe o salario.
Ainda que a passagem tenha ficado congelada por 4 anos, os empresarios que tem o oligopolio das empresas de ônibus não deixaram de lucrar ja que desde 2006 a prefeitura isentou as empresas de uma serie de impostos e vem injetando dinheiro publico nas mesmas através da Câmara de Compensação.

1,80 é muito caro para o serviço prestado com:

Poucos ônibus.
Ônibus que demoram muito.
Ônibus lotado.
Buracos nas ruas.
Trabalharores rodoviarios mal remunerados.

Entre outros...


Vamos barrar o aumento da Tarifa!!! Que os Empresarios paguem pela crise no transporte!!!


Blog: www.frentecontraoaumentoelimitacao.blogspot.com
Comunidade no orkut: Contra o Aumento da Passagem CE
LISTA DE E-MAIL: fcaplm@googlegroups.com
Contato: flcaplm@gmail.com

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quinta-feira, 2 de abril de 2009

Manifesto contra a Criminalização do Movimento Ecológico

Pela Defesa da Natureza, Pela Liberdade de Expressão !

 

 

SOMOS TOD@S AMBIENTALISTAS !!!

 

 

Não é de hoje que o meio ambiente sofre conseqüências da postura predatória do ser humano, que, no afã de satisfazer todas suas necessidades (reais e/ou artificialmente produzidas), praticamente desconsidera limites. A partir da chamada revolução industrial (século XVIII), a escala de produção de mercadorias passou a crescer mais e mais, entretanto, sem considerar adequadamente a necessidade de preservação do meio ambiente, notadamente no que se refere à capacidade de suporte e regeneração da natureza. Em contraposição à lógica destrutiva do atual modelo de produção e consumo, milhares de pessoas no mundo inteiro têm se mobilizado em defesa da preservação/conservação do meio ambiente, sem perder de vista a necessidade de justiça social. Quando lutamos em defesa do meio ambiente nada mais fazemos do que atender a Constituição Federal de 1988, que dispõe sobre a liberdade de expressão e associação (art. 5°) e a defesa e preservação do meio ambiente (art. 225), entre outros Direitos Coletivos e Difusos.

 

Se por um lado existem atos que causam degradação ambiental e/ou supressão de direitos sociais, por outro, porém, existem pessoas que lutam pela defesa e ampliação dos direitos socioambientais Sendo o direito ao protesto um instrumento legítimo de qualquer pessoa ou grupo, ainda mais diante de circunstâncias que evidenciam violação a direitos coletivos e difusos, não se justifica a perseguição daqueles/as que lutam em favor da causa ambiental.

 

Nesse contexto, percebemos várias iniciativas nefastas de tentativa de criminalização dos movimentos socioambientais, por vezes respaldadas pelo poder estatal, como parte da estratégia dos detentores do grande capital para intimidação e desqualificação daqueles/as que lutam em prol da implementação dos direitos fundamentais e pelo fim das desigualdades sociais. No Ceará a situação é semelhante ao que ocorre no restante do país. Pessoas honradas como Jeovah Meireles, Daniel Fonsêca, João Alfredo, João Luís Joventino e Gerson Boaventura vêm sofrendo as mais diversas perseguições e tentativas de censura, por manifestarem opiniões em relação aos danos causados ao meio ambiente por empresas privadas ou por omissão de pessoas que representam órgãos estatais que deveriam proteger o meio ambiente. Agora, movimentos como o Salvem as Dunas do Cocó, SOS Cocó, Movimento dos Conselhos Populares, Frente Popular Ecológica de Fortaleza e entidades como o Instituto Brasil Verde, a Associação dos Geógrafos Brasileiros_AGB-Fortaleza e condomínios do bairro Cocó, assim como a advogada e ambientalista Nayanna Freitas, são réus numa ação denominada de Interdito Proibitório com pedido de indenização. Esse fato se deu em virtude das atividades realizadas no intuito de impedir a implantação de um loteamento não licenciado, numa área verde de quinze hectares conhecida como Dunas do Cocó.

 

O que chama atenção nessa situação é que nem todos os movimentos e entidades citados participaram das manifestações contra a implantação do referido empreendimento. Ou seja, estão sendo processad@s preventivamente para que não emitam opiniões sobre o caso nem se associem para externá-las no futuro, sob pena de pagar indenização. Em resumo, há uma tentativa de silenciar e criminalizar os movimentos, pessoas e entidades que trabalham para a preservação de nossas nascentes, matas, dunas, rios, lagoas e pela sobrevivência da vida em condições dignas. Para alcançar esse fim, os grandes grupos econômicos pretendem fazer crer

que o exercício dos direitos fundamentais democráticos é, na “verdade”, prática de ilícitos civis ou criminais. Essa inversão perversa se revela de forma nítida nas demandas judiciais, onde quem denuncia a destruição da natureza é tido como réu e quem pratica o ato danoso ao meio ambiente se coloca como vítima !

Por tudo isso, as entidades movimentos, grupos e pessoas da sociedade civil aqui se manifestam CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIOAMBIENTAIS em nosso Ceará! Não ficaremos em silêncio quando conquistas históricas, como os direitos de livre expressão manifestação são ameaçados! Conclamamos a todos e a todas a se unirem a nós, na defesa do meio ambiente e na afirmação de que a livre expressão é um Direito Constitucional de tod@s !!!

 

 

Assinam esta nota:

Fórum Cearense do Meio ambiente - FORCEMA;

Fórum em Defesa da Zona Costeira do Ceará - FDZCC;

Frente Cearense por uma nova Cultura da Água;

Frente Popular Ecológica de Fortaleza - FPEF;

Movimento SOS Cocó;

Movimento Salvem as Dunas do Cocó;

Movimento Proparque Rio Branco;

Rede de Permacultura do Ceará - Rede Permanece;

Núcleo de Agroecologia e Vegetarianismo - NAVE;

Movimento dos Conselhos Populares - MCP;

Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra - MST;

Central dos Movimentos Populares _ CMP-CE;

Associação dos Geógrafos Brasileiros – AGB, seção Fortaleza

domingo, 22 de março de 2009

Fortaleza, Câmara de Vereadores, no dia 30 de março às 14:30!

Precisamos de você para salvar uma região de 15 hectares que está sofrendo pressões da especulação imobiliária e que é chamada de Dunas do Cocó. Isso porque o projeto de lei municipal que tem o objetivo de criar uma Unidade de Conservação no lugar será discutido em audiência pública na Câmara de Vereadores, no dia 30 de março às 14:30.
Sua presença é muitíssimo importante para que os parlamentares de nossa cidade se sintam sensibilizados com o interesse da população pela preservação dos recursos naturais que existem na área, tais como : olhos d’água, árvores, dunas e uma fauna rara de se encontrar em grandes centros urbanos.
Eu e você sabemos dos efeitos do aquecimento global no mundo. Em nossa cidade a situação não se difere! Os rios e o ar têm sido poluídos, nossa vegetação está sendo desmatada e toda essa destruição repercute no futuro de nossos filhos e netos, ainda mais quando sabemos que de trinta anos para cá Fortaleza perdeu 70% de sua cobertura vegetal.
Fazendo sua parte para conservação dessa zona verde você estará contribuindo para a sobrevivência da vida em nossa cidade e no planeta! Não fique em casa esperando que os vereadores de Fortaleza decidam sozinhos o nosso futuro!
Abra espaço na sua agenda para o exercício de sua cidadania!

sábado, 14 de março de 2009

ATO CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO E EM DEFESA DO VERDE

A próxima terça feira, no dia 17/03/09 às 8:30hs, haverá um importante momento de mobilização dos movimentos ambientais e das pessoas que defendem o meio ambiente em Fortaleza.
As Comissões de Meio Ambiente da Assembléia Legislativa e da Câmara de Vereadores farão uma visita técnica à área das dunas do Cocó, contígua ao Parque do Cocó, na confluência das avenidas Pe. Antonio Tomás e Sebastião de Abreu (por trás do Iguatemi).
Nesse dia faremos uma manifestação de apoio às entidades e pessoas do movimento ambiental que, mais uma vez, estão sendo criminalizados, através de uma ação judicial que tem o claro intuito de intimidação.
Vamos aproveitar este momento para apoiar o projeto de lei de autoria do vereador João Alfredo, que pretende transformar aquela área em Área de Relevante Interesse Ecológico - ARIE e assim protegê-la definitivamente da especulação imobiliária.
O encontro será em frente à Padaria Portugália que fica bem na esquina do cruzamento entre as duas avenidas.
CONVIDO TODAS E TODOS A COMPARECEREM. LEVEM SUAS FAIXAS E CARTAZES.
DIVULGUEM O MÁXIMO POSSÍVEL ESSE ATO EM DEFESA DO VERDE E CONTRA A INTIMIDAÇÃO DAS PESSOAS QUE O DEFENDEM!!!
QUEM TIVER CONTATO DIVULGUE TAMBÉM PARA A IMPRENSA.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

DIA ESPECIAL PARA AS DUNAS DO COCÓ!

Hoje, quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009, foi dado um passo importante para a preservação do Parque do Cocó. Todavia, foi um pequenino passo. Por isso, aqueles que se identificam com a importância do Cocó, do mangue, da natureza, enfim, para a cidade de Fortaleza, engajem-se nessa divulgação para que tenhamos força para aprovar mais uma lei em pról do meio ambiente.

O movimento Salvem as Dunas do Cocó está muito bem organizado em torno da causa de defender da especulação imobiliária uma área de 15 hectares que fica entre a Av. Sebastião de Abreu e a Cidade 2000 (bairro de Fortaleza).



Hoje, na Câmara dos Vereadores de Fortaleza, houve um ato formal de entrega, nas mãos do presidente Salmito Filho, do projeto de lei que criará uma unidade de conservação de manejo sustentável, classicada como ARIE (Ária de Relevante Interesse Ambiental). Foram protocolados um parecer técnico, o projeto de lei e ainda 2.500 assinaturas, indicando que há um problema, há uma mobilização social em torno dele, há um parecer técnico justo, criando boas condições para que isto venha a se tornar realidade.

Quem se sentir comprometido com essa causa, minimamente que seja, contribua divulgando, pois no dia da votação, precisamos de bastante participação da sociedade civil na Câmara para que os parlamentares se sintam compelidos a votar a favor desta lei que guarda o nosso rio Cocó, nossas dunas e ajuda a preservar a qualidade de vida da nossa cidade.

Falo em nome de toda a Rede Permanece com a certeza de que vamos colaborar nesse desafio!

Que vença o Cocó!
JP - Rede Permanece

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

URGENTE! PROJETO DE LEI PARA PROTEGER O PARQUE DO COCÓ (Área de Relevante Interesse Ecológico)!

"O Projeto de Lei que cria a Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) "Dunas do Cocó" será entregue nesta quinta-feira (19/02), às 11h, ao presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Salmito Filho (PT). A criação da ARIE foi formulada pelo vereador João Alfredo (PSoL) em parceria com o Movimento Salvem as Dunas do Cocó. Os integrantes do Movimento estarão presentes amanhã durante a entrega. O Projeto tem a finalidade de preservar o ecossistema do local e regular o uso do mesmo, proibindo ocupações e atividades que impliquem em destruição das características naturais, a fim de garantir a conservação da natureza, em especial das dunas do local".
Fonte: http://salvemasdunasdococo.blogspot.com/2009/02/comparecam-entrega-do-projeto-de-lei.html

O convite me foi feito em cima da hora, mas repasso aos amigos da Rede Permanece e convoco a todos a comparecerem nesta ocasião para fazer pressão junto aos vereadores na apresentação do projeto e, mais ainda depois, quando da ocasião da votação do projeto de lei.

Vamos espalhar para todos esta notícia! Espalhem para seus amigos!

Abraços,
JP.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

DESTRUIÇÃO NO COCÓ - FORTALEZA - CEARÁ

Vídeo denunciando uma destruição provocada pela especulação imobiliária nas proximidades do rio Cocó, importante rio que atravessa a cidade de Fortaleza e de grande importância, por possuir grandes áreas de mangue e dunas no seu entorno.