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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

BIOCONSTRUÇÕES X INVESTIMENTOS

Salve, salve amigos Permaculturais do Ceará, do Brasil e do Mundo!

Contextualizando para quem não está no Ceará, este diálogo se refere à recente chegada do amigos Canrobert e Vilani, empreendedores ecológicos baianos (www.ecojoaodebarro.com) , que estendem suas atividades aqui no estado do Ceará, tendo comprado uma pousada próximo à famosa praia de Jericoacoara e estão iniciando a promover cursos na área de bioconstrução e a construir a eco-pousada. É uma discussão antiga dentro da permacultura e bioconstrução, o que se refere aos custos e preços, mas é sempre bom falar sobre isso, ainda mais quando se pode falar de uma maneira educada, sem afetações, sem ressentimentos, tranquilamente, de forma sincera e transparente.

Acho importante divulgar a todos, aqui no blog da Rede Permanece, um diálogo por e-mail que aconteceu entre Canrobert e Vilani e a minha pessoa (JP), por iniciativa própria daqueles, que divulgaram em sua comunidade no orkut ( http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=34423890&tid=5277639037203358067 ) e eu apenas estendo a divulgação para que mais pessoas possam ler e que isso contribua para o nosso crescimento como Rede! Rogo pela paciência de todos para ler até o final, pois trata-se de um texto um pouco grande para ser lido no desconforto de um monitor.
Abraços a toda a Rede Permanece!
JP.

EMAIL DE JP PARA CANROBERT E VILANI:
Salve Canrobert e Vilani, Seguem as fichas de inscrição e de avaliação do curso.Mas as fichas são o de menor importância neste e-mail... O mais importante é que gostaria de agradecer a vossa cortesia, pois fiz o curso isento das taxas. Procurei facilitar o transporte do pessoal, ajudar na divulgação, que será permanente dentro da Rede Permanece. Tudo isso foi pouco e disponibilizo-me para futuras parcerias colocando minha energia em pról da realização dos seus objetivos ecológicos e sustentáveis. Lembrem-se de mim quando precisarem de soluções. Outro assunto importante que sinto necessidade de comentar com vocês e, sem sombra de dúvida, não haveria ninguém mais adequado do que vocês mesmos para que eu comentasse esse assunto, é o assunto do preço do próximo curso. Eu perguntei a Valdir como estava e ele me respondeu que até agora somente reclamações sobre o valor do curso. Isso me motivou mais ainda a escrever para vocês. Sinto-me uma criança ao expor isso, pois vocês vêm trabalhando nessa área e dando cursos na Bahia há tempos e sabem melhor do que eu como gerir esse tipo de empreendimento. Porém, na qualidade de habitante desse estado, tendo tido a oportunidade de viajar muito pelo Brasil e conhecer outras culturas, tendo noção de valores praticados em outros lugares, de quanto custa manter um empreedimento (eu tenho sítio, já fiz eventos nele e tenho noção de como é difícil a sustentabilidade econômica), tenho que dizer que o interesse nesse ramo sustentável aqui no Ceará não é tão grande e a disponibilidade de "tocar no bolso" para se chegar a ele ainda é pequena. Dentro de todo aquele povo que estava naquele evento, acho difícil alguém chegar perto do quanto eu já gastei de dinheiro buscando conhecimento. Entre cursos, estágios e voluntariados, já estive na ABRA 144, IPEMA, TIBÁ, IPEC, MARIZÁ, ECOOCA e CHÁCARA ASA BRANCA. Imaginem os custos para pagar todos os cursos e as despesas de alimentação e de transporte para ter chegado a todos esses lugares... Frequentemente tenho vontade de voltar ao sudeste ou sul, porque, digam-me vocês, com todo esse currículo e certificados de cursos, quantas oportunidades de trabalho na área de permacultura e bioconstrução eu teria aqui, vejam bem, estou falando de oportunidades, não de salário, apenas analisemos o nosso Ceará e respondamos, quantos investidores, fazendeiros ou empresários estariam interessados numa pessoa como eu para chegar e dizer assim: "tenho um projeto na área de sustentabilidade e gostaria que você participasse"? Muito poucas. Os empreendedores não enxergam a demanda, e os consumidores ainda se rendem aos menores preço e facilidades das escalas industriais do velho paradigma. Não gosto de me extender muito nos textos e o fato é que, não sei se já chegou aos ouvidos de vocês, mas o pessoal está reclamando do preço. Já haviam me reclamado do preço do outro curso, ainda R$200,00. Essa discussão sobre os preços dos cursos de permacultura e coisas afins não é nova e está chegando agora ao Ceará, justamente porque agora tem cursos. Mas eu acompanhei outras discussões Brasil afora e experimentei vários locais e preços diferentes. Posso dizer que o que falta é transparência. Quando estava no IPEC, uma jovem que reside lá falou assim: "as pessoas reclamam dos preços, mas não sabem o que a gente anda fazendo pela comunidade...", referindo-se, interpretei eu, a um repasse dos valores dos cursos para obras sociais. Eu não falei, mas pensei que é justamente por isso! As pessoas não sabem de nada! Não sabem quanto custa um quilo de feijão, não sabem quanto custa um quilo de carne, não sabem quanto custa uma diária de um pedreiro, não sabem quanto desse dinheiro vai para os custos, quanto vai para os lucros e quanto vai para o social... Não sabem de nada! Parte da culpa é dos organizadores que não divulgam esses valores! Na minha opinião, ainda dentro do velho paradigma do comércio, de ocultar os preços de compra e os lucros, para poder ter uma margem de especulação no seu preço. Comércio é assim mesmo e eu, particularmente, não vejo crime nenhum nisso. Porém quando se entra nesse ramo de sustentabilidade, muitos conceitos se misturam, confundem-se, fica gente dizendo que esses cursos deviam ser de graça, talvez misturando na suas mentes os conceitos bíblicos das coisas de Deus para a salvação do planeta com as técnicas sustentáveis que dizem que vão salvar o planeta, porém não é por aí, não existe nada de graça. Tudo custa e não necessariamente custa dinheiro. Custa tempo, custa trabalho, e alguma pessoa vai fazer isso e essa pessoa precisa também ter tempo e trabalho e precisa também comer, viajar, alimentar-se e, para isso, geralmente precisa-se de dinheiro. E tudo isso acho que as pessoas não sabem. Mesmo com toda a polêmica, lugares como o IPEC, TIBÁ e IPEMA(que ainda é barato comparado aos dois primeiros) estão satisfeitos com os seus cursos lotados, cobrando o preço que querem, mas lá existe a grande demanda! Toda a demanda do sul e sudeste! Não digo que vocês devem abaixar os preços... Pode não ser a melhor solução. Creio que se aumentaram é porque os custos pra vocês estão pesados. Falei muita coisa e não dei um direcionamento prático... Acredito que o que falta, que gostaria de ver alguém tomar essa atitude inédita no Brasil, é a transparência absoluta das finanças. Será que estou enganado ou faria muita diferença se as pessoas vissem um orçamento de um curso de bioconstrução? A alimentação, as diárias da equipe de apoio, os fretes do material e, por que não, os lucros, os ganhos do facilitador, porque está ali passando o seu conhecimento, cuidando do seu empreendimento, investiu e investe o seu tempo na aquisição de mais experiência para passar para os outros e merece ter a sua gratificação em dinheiro. O custo do curso poderia baixar bastante caso vocês fizessem um modelo cooperativo, um modelo de construção conjunta, com todo mundo sabendo dos gastos, participando da organização, revezando-se na preparação dos alimentos, na limpeza, fazendo cotas da alimentação e das despesas do empreendimento e também fazendo cotas dos lucros, do pagamento do facilitador. Se essa dica não foi boa, tenho outra observação mais comercial, que é um gasto em cartazes, panfletos, distribuição massiva em universidades, escolas, conselhos profissionais de engenheiros, arquitetos, professores, cientistas em geral, uma visita pessoal de vocês a pessoas com bastante inserção social, visitas a diretores de escolas para grupos de estudantes, visitas a agências de viagem (esse curso pode ser perfeitamente transformado em um pacote e vendido até em outras capitais), conheço agências que fazem ecoturismo e que creio que fechariam ótimas parcerias com vocês. Espero não ter sido inconveniente, pois é uma sensação horrível quando você está dedicado a um trabalho e uma pessoa de fora vem, de forma não muito agradável, criticar e dizer para que você faça isso ou aquilo. Eu já passei por isso e tem que se respirar fundo pra não ser grosseiro. Espero ter feito as observações e sugestões de uma maneira correta e educada para que não provoque esse efeito em nenhum de vocês. Torço para que o empreendimento de vocês dê certo e que esse pioneirismo seja um sucesso, encorajando outros a começarem e serem sucesso e incorporar isso na nossa cultura como norma. Grande abraço,JP.

RÉPLICA DE CANROBERT E VILANI
João Paulo, Saudações, Compreendemos e aceitamos suas percepções e considerações acerca das bioconstruções. Sem dúvidas, você é um grande companheiro e já percorreu caminhos e trilhas, e o respeitamos por toda essa caminhada. Entretanto, sabemos das dificuldades encontradas, incluindo-se essa questão tão bem abordada por você, quanto aos investimentos realizados nas capacitações de bioconstruções. Considerando os custos diretos e indiretos além da disponibilidade do facilitador (processos de trabalho), podemos considerar que os ganhos são tangíveis, na medida que construimos uma unidade ecológica ( em várias etapas), que poderia também ser construida até com custo menor, caso não fosse espaço de construção coletiva...(torna-se laboratório) tivemos essa experiência na João de Barro. Entretanto, a busca pelos resultados intangíveis, na criação de uma rede de bioconstrutores sobrepõe-se aos demais. Mas, o que temos observado é que muitos alunos, mesmos os profissionais das áreas de arquitetura e engenharia, depois dos cursos e oficinas, apesar de possuirem competências necessárias para o desenvolvimento de trabalhos nessa área, não o fazem! Isso tem contribuido para um sistema de crenças, baseado em idéias ingênuas, românticas e de "movimentos alternativos". Na realidade, precisamos "assumir" que são projetos coerentes, viáveis e factíveis, e para isso, requerem também investimentos na formação de pessoas para dar legitimidade. Não é "brincadeira de gente grande". O valor para o próximo Curso, com base nos custos do anterior, e levando-se em consideração os ganhos intangíveis,assim como a melhoria do espaço e da disponibilidade de alimentos, e outros recursos indiretos, no período de 28 a 30 de dezembro, com acomodação apenas em barracas será de R$ 300,00 trezentos reais- R$ 100,00/dia ( o que significa 25,00/dia/ pessoa/alimentação + material construção + pessoal de apoio+ combustível +trabalhadores+ passagens e despesas de viagem do facilitador(ainda estamos morando na Bahia) e outras que se façam necessárias para assegurar a realização do evento. Gostamos da sua sugestão de discutirmos em nossos cursos, a viabilidade financeira dos cursos de bioconstruções. Quanto custa estarmos ali, afinal vivemos mesmo na "lógica do capital". Não é mesmo? Vale Quanto Pesa??? Ou não vale? No curso anterior, tivemos 21 alunos pagantes,
16 a R$ 250,00
05 a R$ 200,00
12 de cortesia.
Você conhece alguma instituição que ofereça tantas vagas de cortesia para a formação da rede de bioconstruções? E os pagantes foram os financiadores dos não pagantes. Não é rede solidária? E percebemos que apesar dos nossos esforços a "qualidade do nosso atendimento" não correspondeu às expectativas. E contamos com pouca oferta de ajuda, com exceção de alguns companheiros, que em alguns momentos ajudaram na limpeza da louça. Por isso, também identificamos a necessidade de dispormos de mais pessoas de apoio mais qualificadas e de outros recursos, para oferecermos serviço de hotelaria nos próximos eventos. Assim, optamos para o próximo Curso, acolhermos um menor número de pessoas e prestarmos melhores serviços. Você será sempre bem vindo!! abraços Vilani e Canrobert
P.S estamos encaminhando também este mail para Valdir e Fernanda, no sentido de socializar as demandas dos nossos parceiros aí no Ceará.

TRÉPLICA DE JP
É isso aí amigos, por isso mesmo eu acho que isso TEM QUE SER DIVULGADO, porque no Brasil DIFICILMENTE você encontra um curso dessa qualidade com esse preço e essas vagas de cortesia nesse número. Por isso eu sou da opinião que o pessoal tem que saber o quanto custam as coisas e o que foi feito e quanto está se pagando por aí a fora. Eu sou testemunha. Com todos os esforços, com toda a intenção de se formar a rede solidária, no fim das contas, todos vão ser julgados e analisados como se fossem clientes x prestadores de serviços. Isso precisa ser conversado nos momentos das palestras, porque a gente vem viciado nesse modelo. E a lógica do capital é real, é o nosso dia-a-dia e o mínimo (e talvez o máximo) que a gente pode fazer é trazer isso para o diálogo, para fazer um processo de conscientização dentro do evento. Eu sugiro, e para isso podem contar comigo para o corpo-a-corpo, uma diversificação na divulgação. Talvez eu já esteja desatualizado, mas tem-se divulgado somente no meio "alternativo", que são os nossos conhecidos e amigos e amigos de amigos. Se tiver um material de divulgação, posso começar a visitar outras "freguesias", pessoalmente, mostrando as fotos, os cartazes, o facilitador... As vagas de cortesia... Por que não oferecer algumas vagas para agentes de viagem e guias de turismo, líderes de movimentos sociais, coordenadores e diretores de escolas, professores universitários (tinha que convidar o Marcondes da arquitetura e o Ronaldo bioconstrutor, aqueles que estavam a seu lado na mesa na palestra prévia do curso lá na Uece), e todas as pessoas que serão formadores de opiniões e poderão trazer mais gente no futuro. Dentro dessas cortesias, as vagas sociais, para pessoas da comunidade, de associações locais. Estou sugerindo e estou pronto pra botar em prática. Querendo é só falar! Abração!JP.

4 comentários:

Sol disse...

Eu considero delicado pedir barateamento de um investimento como estes. Mas não vamos nos esquecer de que é fim de ano! Temos que ver que se existem reclamações também se dão por causa do período. Quantos que estiveram no último curso em Jijoca têm seu próprio trabalho, tem condições financeiras e de tempo para estarem experimentando Ecocentros pelo Brasil? Precisamos também considerar no planejamento o perfil dos interessados nos cursos... Se temos uma grande quantidade de pessoas sem as condições de dar 300 reais num fim de ano maravilhoso aprendendo na Lagoa... sinceramente não acredito que seja por falta de interesse solidário. No que me diz respeito pago um terreno que pra mim que é uma baita poupança mas que me custa caro por mês, tenho "amigos secretos" de amigos que não vejo há muito tempo para o natal, quero entrar o ano novo com pé direito e não com dinheiro miado, apertado, então desta vez não vou poder participar. Não me sinto satisfeito nem resignado com isso, mas prefiro respeitar a ordem natural das coisas do que me atropelar entre meus sonhos. Não consigo culpar o valor que efetivamente este curso representa pelo meu contexto atual. O que deveríamos sempre fazer era ponderar as críticas impulsivas que nos assaltam quando queremos evoluir e algo se torna empecilho. Daí podemos verificar os lados e contextos envolvidos. Daí podemos sair da contaminação "custo X prestação de serviços". Também sou a favor de uma maior divulgação da própria filosofia da coisa. Não acho que devamos esperar que todos venham lavar seus pratos todos os dias sem que se partilhe previamente a possibilidade na própria organização. Temos condicionamentos, não vamos abrir espaço de espontaneidade e quebrar vícios sem deixarmos claro que temos uma proposta diferente... até quem organiza está na malha de formatação condicionalista na postura organizacional; não apenas os participantes precisam se desvencilharar de seus vícios. A natureza humana ainda anda cheia de constrangimentos morais... se teve gente que não participou das atividades de manutenção autônoma e coletiva na cozinha e nos aposentos e tudo o mais, também tivemos pessoas que não foram cobradas taxas - e não me refiro apenas às cortesias.
No convite temos que seria legal levar luvas, aparatos para acampamento... pq não um textinho ou outra coisa singela e honesta com relação aos afazeres domésticos coletivos? Ou senão no primeiro dia de curso, ou numa aula inaugural, dizer que teremos vassouras e outros recursos disponíveis em tais lugares que abrimos mão para baratear os custos e ao mesmo tempo para que nos eduquemos para nossa liberdade etc... Isso seria um proposta solidária Freiriana, é inclusão de educação nas artes, oficinas e cursos. Mas esperar de um mundo condicionado uma espontaneidade grupal na cooperação dos serviços não me parece estratégico. Já numa filosofia efetiva e explicitamente solidária acredito que aos poucos os custos iriam se reduzir com o tempo, pois estaríamos com cada vez mais gente no apoio direto, novos monitores evoluindo juntos, gente pra cuidar da hotelaria, dos gerenciamentos em geral para não sobrecarregar Vilanir. Daí pra novos centros e empreendimentos... É preciso abrir um novo tópico sobre o delicado aprendizado de nosso mundo capitalista entre valor e dinheiro. Isso precisa evoluir. Não falo de romantismo nem de realismo, nem muito menos a desgastosa discussão entre sistemas de estado etc. falo de evolução! Ainda convivemos com as relações trabalhistas das quais queremos evoluir... Temos que quebrar vícios aos poucos, com respeito aos limites de nossos apegos. Por essas e outras que Ecovila não é só juntar gente e sair fazendo. A gente tem que crescer pra essa gestação e de repente ter um bom nascimento...

JP disse...

Sol escreveu:
"Se temos uma grande quantidade de pessoas sem as condições de dar 300 reais num fim de ano maravilhoso aprendendo na Lagoa... sinceramente não acredito que seja por falta de interesse solidário".
Também não acho que é por isso e nem entendi isso dentro da discussão. Antes de qualquer questão mais filosófica ou humana, a questão é mais simples, é de mercado. Dentro do pioneirismo do curso, da nossa cultura e realidade sócio-econômica, fica difícil botar 45 pagantes nesse valor, dentro das condições de oferecidas, levando em conta a distância da Capital e a época do ano, porém, não vai ser tão difícil conseguir 10 pagantes. De um jeito ou de outro dá certo, mas do ponto de vista de acessibilidade geral, eu considero que o valor está alto.

Sol disse...

Pode crer
Meu intuito é sempre ajudar, e criticar é lançar luzes e não sombras ou oposições. Concordo com todos sobre as questões de custo, capital etc já discutidos - daí minha insatisfação em não poder ir mesmo concordando com o valor. Mas vamos ter que pensar sobre novas estratégias ao longo de nossos reencontros. Se não for possível reinventar o capital na prática, não entendo como pensar em grupos eco-empreendedores na teoria. Minha torcida é que a coisa dê cada vez mais certo, sempre.

Sol disse...

Talvez possa aparecer pra o revellion com vocês e daí podemos partilhar numa boa sobre tudo que nos interessa aki. Espero que dê mais de 10 pagantes.. O preço também é sempre um bom filtro, não por segregação econômica, mas por investimento prioritário de quem possa interessar. Essa é também uma parte da conversa sobre a relação valor X dinheiro para buscarmos um equilíbrio. Conscientes ou não das diversas filosofias, conhecimentos e práticas ainda em floração nas quais estamos nos familiarizando, elas existem. E embora talvez não seja a questão aki, seria interessante que a gente fosse construindo essa rede de conhecimentos filosoficamente também, pois um bom marketing de rede carece de identidade. Antes de uma identidade visual tem que haver uma identidade. Um nome para a pousada vai precisar de filosofia muita pra dar amplitude ao que ainda podemos fazer unidos neste enriquecimento de valores e culturas que, certamente o espírito da coisa já anda atraindo. Que dirá de gente do Brasil e do Mundo que irão pagar até bem mais para estar nesse lugar evoluindo com tantas redes circulando(agroecologia, permacultura, bioconstrução, homeopatia, saúde integral...)
Namaste